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Corumbá - MS | Segunda-feira, 2 de novembro de 2026 | 21:08

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE completa 6 meses com alta de 14,8% nas exportações do agro

Os primeiros resultados já mostram crescimento nas vendas de produtos brasileiros beneficiados pelo tratado.

5 min de leitura
Acordo Mercosul-UE completa 6 meses com alta de 14,8% nas exportações do agro

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia começou a produzir efeitos em maio deste ano, abrindo caminho para a redução de tarifas e ampliando as oportunidades de exportação para empresas brasileiras.

  • 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1.
  • 🔎 Na prática, por que as exportações estão crescendo? Com a redução das tarifas de importação, produtos brasileiros ficam mais competitivos no mercado europeu, o que facilita a entrada e amplia as oportunidades de venda.
  • Complexo soja: alta de 34,2% em valor, de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões.
  • Produtos florestais: crescimento de 23%, de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,48 bilhão.
  • Frutas, nozes e castanhas: avanço de 15%, de US$ 274 milhões para US$ 315 milhões.
  • Demais produtos de origem animal: aumento de 55,5% em valor.

Os primeiros resultados já mostram crescimento nas vendas de produtos brasileiros beneficiados pelo tratado.

Nos cinco primeiros meses de aplicação provisória, as exportações desses itens para a União Europeia avançaram 21%, considerando diferentes setores da economia, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O acordo completa seis meses neste domingo (1º). No período analisado, o Brasil embarcou 17,74 milhões de toneladas de produtos do agronegócio para os 27 países da União Europeia, volume 8,1% superior ao registrado nos mesmos meses de 2025.

O crescimento foi puxado por diferentes segmentos, como mel, carnes, soja e frutas. Entre os produtos individuais, o abacate e o óleo de milho tiveram algumas das maiores altas percentuais.

Embora o agronegócio seja um dos setores beneficiados, o avanço das exportações também alcançou a indústria. Entre os produtos com crescimento nas vendas estão ferrossilício-manganês, alumínio em bruto, óleos combustíveis e etanol.

Veja quais setores do agronegócio tiveram maior crescimento.

Os produtos apícolas, principalmente o mel, registraram a maior alta percentual entre os segmentos destacados pelo Ministério da Agricultura: 367% em valor.

Na sequência, aparecem os produtos oleaginosos, exceto soja, com crescimento de 161%. As exportações de carnes avançaram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil toneladas para 272 mil toneladas.

Outros segmentos também tiveram desempenho positivo.

Apesar das altas expressivas em outros segmentos, o complexo soja permaneceu como o principal grupo de produtos exportados pelo agronegócio brasileiro para a União Europeia.

Dentro desse segmento, as vendas de soja em grãos cresceram 49% em valor e 35,1% em volume. Já as exportações de farelo de soja avançaram 22,5% em valor e 10,6% em volume.

Abacate e óleo de milho se destacam entre produtos individuais.

O volume embarcado também aumentou: 433,7%.

Outras frutas também ampliaram as vendas ao mercado europeu. As exportações de manga cresceram 31,2% em valor e 23,6% em volume. As de maçã avançaram 28,8% em valor e 33,7% em volume.

No setor cafeeiro, as vendas de café torrado tiveram alta de 91,6% em valor e 116,5% em volume. Já as exportações de café solúvel cresceram 19% em valor e 38,2% em volume.

Acordo prevê redução de tarifas para produtos brasileiros.

A aplicação provisória das regras comerciais do acordo começou em 1º de maio de 2026. Desde então, determinados produtos agropecuários brasileiros passaram a contar com reduções tarifárias para entrar no mercado europeu, conforme os cronogramas negociados entre os dois blocos.

Entre os produtos beneficiados estão o café torrado, o café solúvel e o abacate.

Para os dois tipos de café, a redução das tarifas será gradual, com previsão de eliminação completa em 2030. No caso do abacate, o primeiro corte correspondeu a 20% da tarifa-base, com liberalização total também prevista para 2030.

O acordo prevê ainda condições de acesso ao mercado europeu para outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira, como carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo.

Em alguns casos, os benefícios estão vinculados a cotas de importação, com limites de volume e condições específicas para cada produto.

Brasil mantém superávit no comércio agropecuário com a UE.

Mesmo com o aumento das compras, o Brasil ampliou o superávit comercial do agronegócio com o bloco europeu.

Negociações duraram mais de duas décadas.

As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de 25 anos.

Ao longo desse período, divergências comerciais, ambientais e políticas dificultaram a conclusão do tratado.

Os instrumentos do acordo foram assinados em 17 de janeiro de 2026. A aplicação provisória das disposições comerciais começou em 1º de maio, permitindo que parte dos compromissos de redução tarifária passasse a valer antes da entrada em vigor definitiva da parceria.

O acordo prevê a liberalização total ou parcial de aproximadamente 99% das exportações agrícolas brasileiras para o mercado europeu, por meio da eliminação de tarifas ou de condições preferenciais de acesso, incluindo cotas para determinados produtos.

A implementação, no entanto, está sendo gradual. Além de aproveitar as condições tarifárias, os exportadores brasileiros precisam cumprir exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade estabelecidas pela União Europeia.

Que dia, que dia', exalta presidente da Comissão Europeia sobre acordo UE-Mercosul.

Em números

  • No período analisado, o Brasil embarcou 17,74 milhões de toneladas de produtos do agronegócio para os 2
  • As exportações de carnes avançaram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil toneladas para 272 mil toneladas

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